TJ/PR: Justiça concede liberdade provisória a mulher que jogou gata do 12º andar de prédio
Sábado, 07 de fevereiro de 2026
A Justiça do Paraná concedeu liberdade provisória à mulher que foi presa em flagrante depois de arremessar uma gata do 12º andar de um prédio no Centro de Curitiba na tarde de quinta-feira (5). A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Paraná e segue o que prevê o Código de Processo Penal, sem a necessidade de pagamento de fiança, informou o órgão judicial em nota oficial. A mulher responderá ao processo em liberdade, com restrições de comparecimento periódico em juízo e proibição de se ausentar da comarca por mais de 30 dias sem autorização prévia.
Segundo relato da Polícia Civil do Paraná, testemunhas que presenciaram o crime viram a mulher agredir o animal antes de lançá-la pela janela. A gata sobreviveu à queda, mas sofreu traumatismo cranio-encefálico, contusão pulmonar e hemorragia severa na região da bexiga. O animal está sob cuidados veterinários e em processo de recuperação.
O delegado responsável pelo caso, Guilherme Dias, explicou que a ação foi registrada após moradores ouvirem os miados do animal e, ao observarem pela janela, presenciaram a agressão. Em depoimento, familiares da suspeita teriam afirmado que ela “não gosta de gatos” e que episódios de agressão se repetiam.
Contexto legal e proteção animal
Atos cruéis contra animais, como maus-tratos, são tipificados como crime no Brasil pelo Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que pode acarretar pena de detenção e multa, além de outras sanções previstas em lei. A legislação busca proteger animais domésticos e silvestres contra ações que causem sofrimento, dor ou lesões físicas.
Organizações de proteção animal enfatizam que casos como esse reforçam a necessidade de fortalecer a fiscalização, a educação pública sobre cuidado responsável e o cumprimento efetivo das leis de proteção animal, alinhando-se aos princípios de bem-estar e respeito por seres sencientes. Autoridades de defesa dos direitos dos animais também alertam para a importância da denúncia imediata de maus-tratos às polícias civis estaduais e à sociedade em geral.
O caso segue em investigação, e a defesa da mulher ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.
Fonte: Com informações de reportagens publicadas por veículos de imprensa nacional, baseadas em dados oficiais da Polícia Civil do Paraná e do Tribunal de Justiça do Paraná.